‘Surrealidade’
Às vezes eu acho que eu deveria ficar quieta.
Os problemas que eu achava que eram grandes, no mínimo complicados e calmamente intransponíveis, se tornaram surreais. Tão surreais, que qualquer pessoa acharia que isso é um artigo de ficção científica.
Como não preciso entrar em detalhes, já que só uma pessoa nesse mundo lerá esse mini monólogo, só vou colocar para fora os pensamentos que estão em ebulição na minha cabeça confusa. Ou tentar.
Meu ‘objetivo’ sempre foi um. Apesar de achá-lo doentio em alguns momentos e de até pensar que a necessidade de tê-lo era maior do que o prazer de estar junto dele, nunca achei que eu teria razão. Eu pensava que isso era apenas uma fase, que tudo não passava de impressões de uma mente adolescente . Quem diria que eu teria razão ?
Depois de uma reviravolta digna de filmes de Hollywood, aqueles que têm como único intuito o de manter entretidos e sedentos de atenção os humildes e impressionáveis espectadores, minha vida mudou completamente no âmbito mais venerado pelas românticas de plantão. Imagine aquilo que elas mais querem.. isso, quase isso. Imagine mais! Exagere! (eu disse que isso pareceria surreal). Se você exagerou na dose certa, você acertou. Encontrei a minha famosa ‘alma gêmea’ -não gosto do termo… e eu disse que era surreal-.
Não vou ficar aqui explicando o assunto, nem como isso aconteceu, nem como eu acreditei, nem porque eu acreditei. Acho que já usei uma dose exagerada de surrealismo nesse texto. E acredite, quando eu paro pra pensar, eu também acho estranho, por isso não me incomodo se alguém pensar que sou mentirosa. Só eu estou sentindo o que estou sentindo.
Minha ‘alma blá blá’ é melhor amigo do meu namorado, e por vários motivos, e por possuir certas qualidades, digamos, incomuns, usou alguns métodos para me manter presa ao meu namorado, para que ele não se mudasse para longe, alguns anos atrás. É por isso que eu falei que eu nunca achei que teria razão quando eu afirmava que eu precisava mais do que gostava do meu namorado.
Minha alma gêmea me contou sobre o que sentia, sobre o que nós somos, e contou sobre o que fez para que eu ficasse com meu namorado. Se sentia culpado por isso por vários anos, e por isso mantinha amizade comigo, para se redimir. A partir desse momento, tudo que eu sentia antes, tudo que eu achava que era apenas uma intuição, fez sentido. Passei por muitas experiências surreais, uma mais inacreditável que a outra, e com o passar do tempo, fiquei mais certa do que eu sentia por ele -minha alma etc-.
Mas como controlar um sentimento desses ? Como não largar tudo e ficar com ele ?
Ah, claro. Esqueci de dizer que ele é casado, tem filho, e, como eu já disse, é melhor amigo do meu namorado.
Estou claramente dividida. Amo meu namorado, mas não é suficiente para mim. Amo ele, mas não posso ‘estragar’ toda uma vida, uma família, conceitos e definições por uma vontade egoísta. Ou que pelo menos é egoísta para mim.
Sou muito racional, não sou prioridade para mim mesma. Penso primeiro nos outros, e depois em mim, para que ninguém se machuque a não ser eu mesma, caso precise. E claro, achei alguém assim, ou mais ou menos assim. (Apelando para o lado romântico, vou explicitar: É ótimo estar com ele, me sinto calma, feliz, tranquila, em paz, amada, querida, confortável e extremamente bem. Como se as horas passassem correndo, como se ninguém estivesse em volta. Mas voltando a realidade: Não posso ficar com ele, pelo menos não por enquanto. Porque me recuso a fazer e mudar tanto apenas porque eu quero assim.)
Mas agora, que já experimentei da felicidade completa, não quero perdê-la. Mesmo sabendo que ela sempre estará lá, como aguentar olhar pela vitrine ? Quero tê-la. É o que eu mais quero. Mas não posso. Sou ‘certinha’ demais, será ?
E, claro. Para completar, ele é certinho demais também. Quer a minha felicidade acima de tudo, mesmo que para isso ele tenha que ser padrinho do meu casamento com o melhor amigo dele.
BBourbon
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Estava precisando escrever. Quando a cabeça não dá conta de tanta informação, é preciso organizar a mente com palavras.
Antes de mais nada, não leia. Não vale a pena. Isto não passará de um monólogo deprimente sobre assuntos normais para a maioria das pessoas. As que não estão sentindo minha pele.
Minha primeira dúvida foi sobre qual título colocar. Não tenho título que caiba no que eu estou sentindo. Na verdade, eu nem estou sentindo. Vai ver que é por isso que eu continuo lutando. (eu falei que não ia ter sentido.)
Sabe quando você faz seu máximo para alcançar seu objetivo? Aquele objetivo que ninguém a não ser você, acha que vale a pena? Aquele que você larga tudo para seguir em frente.. aquele que você esquece seu orgulho para continuar tentando? É disso que eu estou falando. Não vou nem entrar no mérito sobre o que é meu objetivo, imagine o que quiser. Assim, pelo menos, se você ainda estiver lendo, vai ter alguma emoção, a não ser aborrecimento, com essa monólogo.
Tudo sempre foi ótimo. O objetivo sempre foi claro, conciso e brilhante. Todos sempre te apoiaram. Todos ficaram muito felizes pela escolha.
Mas com o passar do tempo, as coisas foram ficando opacas, monótonas, sem graça. Até que BOOOOM! Algo finda com seu objetivo num piscar de olhos. Alguém se meteu no meio e estragou tudo que tinha sido feito até então.
Mas eu não desisti.
Meu objetivo me deu as costas quando, na verdade, deveria estar de joelhos para mim.
Mas eu não desisti.
Resolvi esquecer tudo, por um bem maior. Achava que aquilo seria a solução, e que eu seria recompensada pelo meu objetivo. Que nada…
Depois de um tempo de aparente calmaria - pois, por dentro, nada estava bem. Sempre senti e nunca esqueci a pedra no caminho do meu objetivo - tudo estava bem novamente. Com os contratempos de sempre, com as dificuldades muitas vezes superadas e muitas não, fui levando. Mas nada estava normal. Por dentro iam se criando minúcias de problemas, que viraram grandes problemas com o tempo.
Hoje, posso dizer que não sei mais porque ainda continuo tentando alcançar esse objetivo. Não sei mais se é porque quero, porque gosto ou porque preciso dele. Penso ser irracional, depois de hoje, continuar. Mas quem disse que tudo deve ser racional? Mas quem disse que não deve ser?
Devo continuar tentando, mesmo sabendo que esse objetivo já não tem o mesmo brilho de antes, mesmo sabendo que as coisas ruins que passaram a acontecer nunca deixarão de acontecer mais, e que eu também nunca esquecerei? Mesmo sabendo que posso não receber bons frutos desse objetivo?
Ou devo deixar, seguir em frente, procurar algo diferente para fazer? Devo esquecer e deixar para trás tudo que aconteceu, inclusive as coisas boas que esse objetivo me trouxe?
Enfim.. já não sei mais se isso não passa de um objetivo bobo, uma simples obsessão ou mero passatempo.
Se por algum acaso, você leu, Parabéns. Você já deve imaginar de que objetivo estou falando. Ou não.. quem sabe.
BBourbon
The First Post
Decidi finalmente escrever um pouco.
- A descrição inicial desse blog tinha meu nome, idade e localização. Mas agora decidi ficar anônima.. por isso, mudarei um pouco o começo. -
Me chame de BBourbon. Minha idade não é relevante, já que sou aleatoriamente experiente ou imatura dependendo da ocasião e do meu humor. Estudo, mas queria fazer muito mais.
Criei esse blog há um mês mais ou menos, quando estava cansada de fazer as mesmas coisas na internet e queria algo novo. Sempre gostei de escrever, mas minha habilidade não fazia com que eu fosse legal ou divertida. Por isso nunca fui pra frente.
Sempre tive blogs, mas nunca segui com eles. Eu escrevia a primeira vez, ninguém entrava e me desestimulava. Ou então, alguém queria saber mais do que eu estava falando - wtf, quem? - mas eu nunca me lembrava de voltar, ou não tinha tempo de voltar a escrever.
Dessa vez, fiz um blog particular. Acho que vou falar das coisas que acontecem à minha volta, ou de algo que gosto.. não me decidi ainda.
Bem, se você leu até aqui, Parabéns. Ou você sou eu, ou é alguém que me ama. Porque ninguém mais vai ler isso aqui mesmo.
Se você não sou eu ou você não me ama, obrigada. Quem sabe eu não continue (:
BBourbon
A parte difícil da felicidade é aceitar que ela existe mesmo quando não achamos
– Autor desconhecido